organizando os ingredientes
Este blog é escrito por Roberta Dutra. Nasci em Belém do Pará e passei maior parte da vida no Ceará, me mudei algumas vezes, viajei pelo mundo outras tantas e atualmente moro em Santa Catarina. Cresci em família grande, com muitos primos, primas, tios, tias e mais uns tantos agregados das mais variadas espécies. Tive uma infância plena e feliz e hoje, embora seguindo feliz, sofro muito de saudade. Registro aqui algumas impressões peculiares sobre a vida e seus desdobramentos, sobre o cotidiano e alguns tantos textos escritos para algumas pessoas em particular que exerceram e ainda exercem grande influência na minha vida, além de fazerem parte das minhas melhores lembranças, é claro! Não tenho grandes pretenções literárias, gramaticais nem sequer ortográficas, mas escrevo com muito amor, que é o que todo mundo precisa. Resumindo, mantenho o blog como meio de comunicação entre amigos e famíla distante e possíveis interessados. Entre e fique a vontade...
be my guest!
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Procurando meu aquário
Sempre antes de uma reunião cascuda, uma apresentação de TCC, uma avaliação de resultados, um primeiro jantar romântico... enfim, antes de encarar uma platéia ou uma pessoa importante me sinto nervosa, uma versão do velho e emocionante nó no estômago.
O fato é que sempre me senti bastante confortável para o que encarar o que viesse pela frente, mesmo quando fazia merda e tudo. Não sei se por uma questão de educação, convívio com muitos amigos homens, primos, tios, pai, irmão e pouquíssimas referências femininas, sempre me senti como um cachorro grande que mija em todos os cantos pra demarcar território, que sempre tem o mando de campo deixando claro que enquanto estiver por ali, tudo estará sob controle. E, no final das contas, o pior que pode acontecer é eu estragar tudo. Fora isso, curtir muito tudo!
A medida que passam os anos aumenta a tal da pressão por casamento organizado e cheio de convidados, bens acumulados, família de comercial de margarina, casa perfeita e filhos com medalhas... O perigo mesmo é se deixar seduzir pela fantasia e aceitar qualquer coisa, até por que o não vivido parece irresistível.
Sendo bastante prática, fui tia 3x esse mês, acabo de ser convidada pra ser madrinha de casamento do meu irmão caçula e definitivamente estou a-do-ran-do a idéia! Penso inclusive em dar de presente uma cama redonda de casal com um mega espelho de teto e é claro, uma mega despedida de solteiro pros dois - separadamente!
A grande questão é seguir ou não um ideal e isso, nem de longe, é uma questão fácil de se resolver! Gosto muito de bradar aos quatro ventos que sou dona do meu nariz e afirmo isso com bastante propriedade. However - e sempre existe um however pra acabar com a cidadã - é evidente que sou livre até a pagina 3 porque tenho que trabalhar, cumprir horários, estudar, ginástica, muitas contas a pagar...
No fim da festa tudo volta a cair na esfera das escolhas, da liberdade que implica responsabilidade. Buscar a perfeição e se cobrar demasiadamente, além de ser um saco, beira a loucura (conclui isso recentemente) e tem o peso de uma certa solidão e insegurança. Paro, pondero, e vejo que posso passar a vida chorando pelo que não fiz e ser absolutamente infeliz com qualquer das escolhas. Mas, a partir do momento que escolho, tem de ser bom! E eu realmente aposto todas as minhas fichas nisso.
Queimaram os soutiens e vamos ficar nessa? Não que eu seja uma feminista extremada, não passo nem perto disso, mas porque não ter tudo ao mesmo tempo, ainda que por tempo limitado? Quem falou que não era possível? Escutei esses tempos da boca de um cidadão, metralhando impunemente a queima roupa, que eu assutava os homens! Mas que raio de homem é esse que se assusta? Certamente o homem que eu não quero por perto! Alguma coisa de errada em escolher tocar a vida sem necessariamente projetar o sucesso e a felicidade na presença e obrigatoriedade de um par? Eu estou louca? Será que só eu penso assim? E voltamos a tal questão da liberdade de escolhas...
O importante é que elegi meu caminho e emprego todas as minhas fichas e energias nele - temporariamente ou não. No momento, só consigo pensar em dominar o mundo, coordenar todos os negócios possiveis, gerenciar novos projetos, uma viagem pra China (quem sabe?!), começar a pensar na publicação de um livro, na minha tese, compra do primeiro apartamento, ampliar meu networking... muitos planos e planejamentos, muitas portas se abrindo, uma curva ali na frente, e um só coração - como diria Raul (Seixas).
Com todo o máximo respeito às mulheres que só conseguem pensar em um vestido branco, igreja decorada, casa cheia de filhos e um marido monopolizando o controle remoto - não sei o que vou encontrar pela frente e talvez prefira as surpresas e possibilidades, mas sei exatamente o que quero encontrar no final: Meu aquário!
E como diria Elis (Regina!): "Eu quero uma casa no campo onde eu possa compor muitos rocks rurais e tenha somente a certeza dos amigos do peito e nada mais. Eu quero uma casa no campo onde eu possa ficar do tamanho da paz e tenha somente a certeza dos limites do corpo e nada mais. Eu quero carneiros e cabras pastando solenes no meu jardim. Eu quero o silêncio das línguas cansadas, a esperança de óculos, um filho de cuca legal. Eu quero plantar e colher com a mão a pimenta e o sal. Eu quero uma casa no campo de tamanho ideal, pau-a-pique e sapê, onde eu possa plantar meus amigos, meus discos e livros e nada mais..."
E a única certeza mesmo é que para as terras de onde vim, voltarei! E certamente encontrarei os mesmos amigos de sempre, com o mesmo sorriso e boa vontade ede braços abertos pra me receber...
quinta-feira, 19 de maio de 2011
medo de amar
Outro dia, uma pessoa chegada perguntou-me qual havia sido a ultima vez que eu havia me apaixonado pra valer. Num primeiro momento deu vontade de rir e perguntar se era um disparate (aquele caderninho com perguntas insanas que respondiamos no colegio...), depois achei que seria consideravelmente facil de responder, mas pra minha surpresa tive realmente que parar pra pensar num assunto que me parecia tao obvio e que, por algum motivo que eu desconheco, nao me gerou lembranca alguma...
Ok, a gente passa voando pelos dias e tentando dar conta de tudo - e isso realmente nao eh facil: trabalhar, trabalhar, trabalhar, e, no que resta do tempo, fazer supermercado, ligar pra familia, sair com os amigos, se depilar, fazer as unhas, arrumar os cabelos, se exercitar, ler jornais, estudar, estudar, estudar... E de repente me vem alguem com uma pergunta capciosa dessas?
Revirei todo o meu inventario de emocoes, tentei achar lembrancas da ultima vez que senti borboletas no estomago e nada feito! nao consegui lembrar de quando foi a ultima vez que acordei e dormi pensando num mesmo alguem. coisa mais dificil! exceto as vezes que fico bebada e me declaro pra alguem (sim, quando bebo eu amo todo mundo!), realmente nao lembro quando o fiz sobria e sinceramente e nem quando fiquei dependente de uma presenca masculina constante (se eh que eu ja fui assim um dia...).
Por um momento me senti meio perdia, mas por fora que bumbum de nenem. óumaigódi! Como eu saio desse engarrafamento de emocoes? As vezes tenho vontade de perguntar pro casal apixonado que fica aos beijos na parada de onibus (inveja quase mata! adimito!): "o que eu faco se quiser ter um relacionamento monogamico e estavel com alguem que me resgate dos arranques e freiadas em demasia desse meu coracao mal-regulado?"
De fato, meus ultimos, penultimos e antipenultimos relacionamentos se deram muito mais por amizade e afinidades e carencia momentanea balizado por uma dose de conveniencia, do que propriamente por paixoes arrebatadoras. Mas qual o problema? Nao existe um grande extase em oxitonas, paroxitonas e proparoxitonas... Hummm, nao sei se gostei de constatar isso ou nao, na verdade nem sei se isso eh bom ou ruim.
Mas e ai? Devo seguir em frente pelo mesmo caminho racional e sincronizado tao costumeiro? Devo me emaranhar por ruas desconhecidas e tentar descobrir o que elas me revelam ou escondem? E se eu me atrasar? E se eu me perder e ninguem der por minha falta? Aqui onde estou, estou em seguranca, mas nao ando, nao vivo... direita ou esquerda?
Queria poder partir, poder ficar, poder fantasiar sem nexo, mas nao ha lugar pra lamurias e calunias, essas nao caem bem. Mas e porque nao me reinventar? Por isso eu corro demais!
Via de regra sou explosiva pra defender minha familia, pra proteger os amigos e chegados e ate pela causa perdida do desconhecido que prostesta sei la pra quem, mas pros meus assuntos pessoais, amorosos e intransferiveis... bem, isso sao outros quinhentos, outro capitulo prum domingo chuvoso.
Voltando ao assunto e fazendo um tanto esforco, lembro que ja me apaixonei sim, pelo Ericuzinho! Mas isso foi aos 19 anos... ainda vale? Lembro sim, lembro de cada detalhe. Sempre que precisava fugir acabava na cama dele, bem no 602. Bastava olhar aqueles olhos azuis - my pale blue eyes que ele sempre insistiu em dizer que eram verdes - que tudo fazia sentido, tudo passava a ter cadencia. Lembro que o melhor cheiro do mundo era o dele quando saia do banho com aroma de Dove. E ate as inumeras noites de sono perdidas por causa do ronco do filho alheio me davam disposicao pro dia seguinte.
Sim, eu me apaixonei perdidamente por aquele sorriso, pelos olhos reveladores, pelo violao nas noites de frio, pelos chicos e caetanos sussurrados ao meu ouvido nas luas cheias, pelos abracos e por todas incontaveis vezes que matei aula na faculdade pra me trancar naqueles 10 m² tao ou mais acolhedores que colo de mae.
É, lembrando disso tudo vejo que meu mundo se resume a palavras que me perfumam, cancoes que me comovem, paixoes que ja nem lembrava, perguntas sem respostas, respostas que nao sei ou nao me servem e a constante perseguicao do que ainda nao sei. Preciso encontrar o que eh fogo e terra dentro de mim e ainda nao enxergo, mas sinto.
Se vivi isso novamente, adimito que teve o peso dos anos passados e a tranquilidade que eles trouxeram. A urgencia de outrora hoje se traduz em resiliencia. Sei que vai dar certo, mas num ritimo nao tao peculiar aos meus atropelos afetivos.
"Nao eh que eu nao confie em voce. Eu confio. Eu nao confio eh no destino que costuma separar pessoas que antes pareciam indissoluveis."
Sigo olhando pro celular que nao toca, digitando mensagens que nao mandarei, checando a tela do msn que insiste em nao piscar numa agonia pacifica que eh mais estranha que eu mesma. E sigo aqui, no 804, esperando algo acontecer antes do ocidente se assombrar...
quarta-feira, 11 de maio de 2011
strawberry fields
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Meio barro, meio tijolo
Sabe aqueles dias que voce ta meio la, meio ca, meio sem muito afim e meio com vontade de tudo ao mesmo tempo, uma agonia de dar dó? Pois eh, estava assim esses dias: meio barro, meio tijolo, sem saber o que queria e sem saber se tinha feito mesmo a coisa certa… muito embora eu sempre tenha la minhas ressalvas sobre “coisas certas”…
Nao era fome, nao era sono e nem tao pouco falta de tempo ou depressao, era soh vontade de me desligar um pouco do mundo. Afinal de contas, como diria CFA: “Tenho tudo pronto dentro de mim e uma alma que soh sabe viver presentes. Sem esperas, sem amarras, sem receios, sem muito sentido e sem passados”.
Pra variar, liguei pra Xuxu, porque se ela nao me entendesse, nem eu teria capacidade o bastante para fe-lo, e ainda assim me bastaria soh ouvir sua voz, uma vez que nao ter a compreensao nao teria a menor importancia nesse momento, ja estou acostumada a imcompreensao alheia mesmo. Conversa vai, conversa vem, muitas risadas das minhas mareadas e tocos sem fim, enrroladas e afins… enfim, (ficou meio cacofonico, mas to bem sem paciencia e imaginacao pra ficar refazendo texto!) pretendia mesmo era descobrir no ultimo momento se o tempo refaz o que desfez e chegamos a conclusão de que: “o problema de começar uma relação agindo como homem é que sempre termino agindo como uma mulher. Não se pode enganar a natureza”.
De fato, isso faz todo o sentido pq embora nao me permita entristecer por nada, e nem ninguem, assumi meu destino de mulher totalmente independente porem profundamente incompreendida e tenho me carregado um tanto perdida e pesada por esses dias afora. Talvez precise mesmo eh de bracos fortes, maos quentes e de colo pra me deitar. Alguem que chegue perto de mim, me olhe, me toque, me fale alguma coisa ou nao, mas que chegue perto de mim. Afinal de contas, como diria Tati Bernardi: “Amores superficiais a gente ama em cima do edredon. Lençol eh coisa séria!”
Sera que as pessoas mudam de comportamento quando se sentem seguras do afeto alheio? Arhhggg, ando com minha cabeça ja pelas tabelas e alem de pensamentos, queria outros ruidos na mente, mais profanos e menos confusos! Ha dias em que o silencio eh realmente a melhor maneira de tornar tudo menos distante…
Como diria Osho: confusao eh um estado de mudanca. Tomara que seja mudanca p melhor... pq o ano do coelho era pra estar sendo muito melhor que o do javali! affffffffff
A realidade mesmo eh que ninguem aguenta mais (pelo menos, eu nao!) homem falando que esta trabalhando demais, que nao sabe se relacionar, que fica inseguro com um mulher incrivel, ou que a culpa eh do timing… parem com isso!!!! Nao aguentamos mais os clichés: o problema nao eh vc sou eu, vc eh a pessoa certa no momento errado, seu horoscopo nao combina com o meu ou tento nunca magoar ninguem mais acabo magoando. Siiiiiiiiiiim, eu sei que sou uma pessoa incrivel e que nao mereço ser tratada com descaso. Agora, por favor, me conte uma novidade!!!!
Entendo perfeitamente (mudei o texto p 1a pessoa, sorry, estou exaltada… exaltacao reprimida ha dias mais a TPM…) que nao da pra dizer: Poxa gatinha, enjoei! Realmente se ouvisse isso com essas palavras, embora o resultado final seja o mesmo, me absteria completamente dos finais de festa e das trepadas esporadicas. Tudo bem que nao da pra ser tao direto assim, mas as pessoas realmente podiam ser um pouco mais criativas. E lanço uma nova campanha: troquemos os velhos eufemismos e metaforas!!! Vamos nos manter educados abrindo maos das frases feitas de sempre (e de extreme mal gusto, diga-se de passagem!), e sendo assim proponho algumas desculpas esfarrapadas que vao ser a sensacao do verao 2012:
• Eu curto gordas, vc eh sarada demais pra mim! (perola de tati bernardi)
• Sou platonico, curto tea mar de longe. (e nesse caso, quanto mais longe melhor)
• Sou uma pessoa muito doente e meu medico me receitou um prato de comida mais colorido: loiras, ruivas, negras, pardas…
Pra tentar amenizar a agonia, obviamente acendi aquela vela de 7 dias pro anjo da guarda (estava realmente em falta com ele nos ultimos tempos…) e num ultimo suspiro de fe, rezei fervorosamente e pedi pra que ele trouxesse pra perto alguma parte de mim, algum dos meus amores-almas-gemeas que moram longe. E se foi providencia divina eu não sei nem duvido, só sei que meu Xuxu vem na proxima semana e ha grandes possibilidades da Nath chegar tambem! Dizer que estou chocando um ovo de tanta felicidade seria absolutamente redundante… Estou tanto que nem caibo em mim, soh rindo pro tempo e pro vento e contando os segundos pra semana que vem!!!
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Do jeito que o coração manda
sexta-feira, 8 de abril de 2011
chega de saudade!
segunda-feira, 21 de março de 2011
Finding myself...
Tenho? Serio? Me conta! Como eh isso?
Claro que tem! Voce tem um bom emprego, mora numa boa cidade, se vira sozinha, se veste bem, frequenta bons lugares, viaja nas ferias...
Nossa, que bacana! respondi com aquele sorriso amarelo que queria mesmo era perguntar se eu estava sendo alvo de alguma fiscalizacao... whadahell? xo inveja! sai pra la urucubaca! cre-do!
Enfim, e a conversa acabou mais rapido que a minha vontade de relembrar meu amigo Alberto Wagner - vulgo Wagner Love - que tantas vezes me fez rir dizendo com estrita veemencia: "eu faco e aconteco, eu sou o pipoco do trovao"... (risos mentais achando que me incluo nesse seleto grupo de "bem sucedidos", pena que isso talvez seja uma grandissima piada e um tanto quanto perigosa).
Ainda no rol das citacoes, e eu adoro frases de efeito, poderia citar Cazuza com a frase mais certa do mundo todo: "Existe o certo, o errado e todo o resto".
Nem ousarei discutir uma questao filosifica, exstecial e tao cabeluda como esta, mas o fato eh que sempre fui uma excelente aluna (nao que sempre tenha realmente absorvido todo o conteudo escolar), nunca tive problemas de aprendizagem (soh comportamentais, e varios... e tantas vezes), sempre fiz curso de ferias quando todos iam a praia, durante toda minha vida me engajei em projetos sociais e o sigo fazendo, vez por outra ganhava medalhas esportivas, sempre matei meu pai de orgulho e principalmente, sempre lavei minhas calçinhas embaixo do chuveiro. Seria justo ver algum resultado depois de tanto esforco! nao seria?
Cresci, evolui no trabalho por merito meu, conquistei uma credibilidade ilibata, tenho um cargo de confianca, moro do outro lado do Brasil e bem longe da minha familia, vivo sozinha e pago minhas contas. Bravo????? =S
Mas e o resto? E tudo aquilo que mal posso verbalizar de tao intenso? O tempo passou, minhas responsabilidades aumentaram e isso tudo acabou ajustando minhas retinas e dando proporcao as minhas ilusoes.
Eu cresci, o mundo a minha volta mudou e virou uma aldeia. Continuo agindo certo sem saber onde o certo me levara e constato que nada nesse mundo eh mais falso que a minha lucidez. Quais as garantias? Lucida, eu? Como? Se acordo de manha desejando fazer as malas, colocar no carro e me jogar na estrada fugindo de mim mesma. E me pego ao meio dia almocando frango grelhado com legumes e salada e suco de soja?
Por tras desse auto controle aparente existe um desespero infernal. Existe o certo, o errado e uma montanha de outros sentimentos, uma solidao gigantesca, desassossego, muita confusao, saudade cortante e estarrecedora que chega a me tomar o ar, necessidade de afeto e certamente urgencias sexuais que nem de longe se adaptam as 'regras claras do bom comportamento'.
Todo o resto me assombra, os beijos nao dados, as decisoes proteladas, os 'eu te amo' deixados pra outro dia... quem sabe? Mas o que me enlouquece mesmo, alem dos mandamentos que nao obedeci, sao os que obedeci bem demais. Alguem me explique porque cargas dágua eu sempre fui tao boazinha?
Isso me da medo, me atrai, me sufoca e me entorpece. Essa minha fome por novas ideias, sede de novas experiencias, erros, desilusoes, sao todas cicatrizes de estimacao. Essa minha porra-louquice misturada com demasiada sensatez e o silencio inquisitor das paredes da minha sala me da uma ausencia total de certezas. A maturidade eh definitivamente um alibi fragil e 'todo o resto' eh tudo aquilo que ninguem aplaude enem vaia porque simplesmente ninguem ve. E sigo distribuindo: bom dia, boa tarde, com licenca, por favor e obrigados... demonstrando minha total sanidade.
Tenho duvidas impublicaveis, alterno o sim e o nao intimamente e ainda me visto com sobriedade, encaro o trabalho com ares de moca seria e ajuizada, respondo meus emails e tento nao cometer infracoes de transito.
Enquanto isso acontece minha mente gira como um ventilador e meus sentimentos sao disparados a esmo. Que parte de mim eh sã e que parte eh louca? Parte de mim pensa e fala besteiras, a outra escreve... Como estarei raciocinando em alguns meses? Em linha reta como de costume ou por vias tortas?
O que eu quero aprender definitivamente nao passa nem perto de um quadro negro, embora siga me entupindo de MBAs e cursos de linguas. Quero mesmo eh aprender a fazer e manter amizades, demonstrar emocoes sem me fragilizar (e particularmente acho isso o mais dificil), enfrentar agressoes sem cair em prantos, manter minha altivez sem titubear e explicar minhas ideias sem me contradizer.
Preciso do Contardo (o Calligaris) para meu psicanalista jah!!!! Ou Caio Fernando Abreu, tradutor de min'alma. Queria que eles explicassem o que fazer com o resto de mim, com o que nao usufruo, com a parte errada do meu ser. Pensando bem acho que Kafka e sua 'afirmacao espiritual da existencia' poderiam ser mais proveitosos, afinal de contas a solidao eh invisivel. Soh eh percebida por dentro. E nao devemos confiar em ninguem com mais de 30 anos... obrigada Marcelo Nova! Muito Obrigada pela trilha sonora do dia... eu tb nao matei Joana d'arc! Juro q nao!
Me busco. E sou campea na busca de mim mesma. Queria ser Janis Joplin!!! E sigo me buscando em musicas que silenciosamente dao ritimo aos meus passos, me busco em trechos de Machado e Clarisse que me revelam ideias e verdades que se mantem embaralhadas. Me busco no olhar adimirado da minha mae, no jeito de andar e carater do meu pai, na lealdade do meu irmao e no talento que eles tem de trazer minha infancia pra perto de mim fazendo parecer que nem estou tao longe assim do que costuma ser.
Me busco na tirania da chuva que quase quebra minha janela envidraçada, no balanço das ondas, no barulho do mar, nas minhas conversas francas com meus Xuxus e a cada vez que ouço deles uma duvida que tambem eh minha, uma experiencia que eh soh deles, mas que por afinidade e imaginacao acaba tornando-se minha tambem. Me busco quando me aquieto pra escutar meus pensamentos e as vezes me desencontro. Entao escrevo... busco frases feitas na tentativa de construir uma metrica perfeita, com rima e nunca dor. Me busco no sono, nos sonhos e no meu inconsciente e vejo que o dia terminou e a busca nao acabou, e nem irá, porque esse tipo de busca nao se encerra.
Será que o google me ajuda? Ideia brilhante! Google me! Ha sempre um jeito, uma ferramenta eficiente a mao. Busque-se!
terça-feira, 15 de março de 2011
As mulheres querem dar!!!
Quando você dá, você está dando a alguém o que você tem de mais valioso: você mesma. É um presente, algo que a pessoa conquistou por merecimento, e que agora é dela e ela pode fazer o que quiser, porque já não te pertence mais. O que as mulheres querem, é justamente isso: Elas não querem mais pertencer a elas mesmas. Elas querem se doar.
Transar é muito bom, trepar é muito bom, gozar por si só é muito bom, mas bom mesmo é dar.
Dar não é só corpo. Dar é cabeça, dar é coração. Se uma mulher te dá, saiba que você foi o escolhido entre as milhares de opções que ela tinha. E acredite, ela realmente tinha milhares de opções.
Talvez você seja merecedor, talvez você não passe de um merda, e no final das contas isso pouca importa. Por alguma razão ela o escolheu, e então, meu caro, cabe a você, e só você, não desperdiçar tal presente.
Você pode encontrar uma multidão de mulheres querendo sexo. Mas dar, não.
Dar é a foda perfeita. Dar são os gemidos genuínos. Dar é o sexo com toda a vontade do mundo. Dar é acordar no dia seguinte e ainda querer aquela pessoa. Dar é querer agradar. Dar é aceitar ser agradada. Dar é se preocupar com o outro. Dar é bom pra caralho.
Depois que uma mulher finalmente descobre o que é dar, ela não se preocupa em esperar para dar novamente. Pode demorar meses, anos para que ela vá pra cama de novo com alguém. O que é sexo depois que se descobre a delícia de dar? As vontades são as mesmas, a necessidade de gozar é a mesma, o tesão é o mesmo, mas não é só isso que elas querem. Elas querem algo muito maior. Elas querem algo que talvez um homem nunca vá compreender. Elas querem se doar. Elas querem se entregar. Elas querem dar!"
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Melancholia
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
moeda de um lado só
Whatever, simplesmente gosto quando olho com voces o mundo e gosto mais do mundo quando posso olhar pra ele com vcs... #moskafeelings
“Quero ter a liberdade de dizer coisas sem nexo como profunda forma de te atingir. Só o errado me atrai, e amo o pecado, a flor do pecado.” #claricelispectorfalapormim
E só pra terminar, vou de Moska de novo...
Deixemos nossas roupas no chão
Esqueçamos nossos nomes e nossa prisão
Sem saber onde as ondas vão dar
Navegar só se for por paixão
Ainda não encontrei a moeda de um lado só
Que me pedistes como prova de amor
Duvidando de minhas canções
Sim, prometo sempre o impossível
Pois não quero te dar algo que já conheças
E antes que me esqueças
Escrevo pra dizer que esperes por mim
Por mim, por mim, por mimmmmm, por mim...”
Xuxus, Nath, Carlinha, Rodrigo negu, BIG, Zezim, Loutien, turma do funil... ahrr quanta saudade!!!!









