Te amo!
organizando os ingredientes
Este blog é escrito por Roberta Dutra. Nasci em Belém do Pará e passei maior parte da vida no Ceará, me mudei algumas vezes, viajei pelo mundo outras tantas e atualmente moro em Santa Catarina. Cresci em família grande, com muitos primos, primas, tios, tias e mais uns tantos agregados das mais variadas espécies. Tive uma infância plena e feliz e hoje, embora seguindo feliz, sofro muito de saudade. Registro aqui algumas impressões peculiares sobre a vida e seus desdobramentos, sobre o cotidiano e alguns tantos textos escritos para algumas pessoas em particular que exerceram e ainda exercem grande influência na minha vida, além de fazerem parte das minhas melhores lembranças, é claro! Não tenho grandes pretenções literárias, gramaticais nem sequer ortográficas, mas escrevo com muito amor, que é o que todo mundo precisa. Resumindo, mantenho o blog como meio de comunicação entre amigos e famíla distante e possíveis interessados. Entre e fique a vontade...
be my guest!
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Conexão zero47
Te amo!
quinta-feira, 8 de março de 2012
o contrário da solidão
quinta-feira, 1 de março de 2012
O cara do elevador
domingo, 25 de dezembro de 2011
Meu feliz Natal a vcs
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
ai que saudade d'ocê
E, finalmente, eu voltei, ele voltou, e tivemos nosso tão esperado reencontro. E não posso sequer descrever como foi mágica e transformadora essa tarde de sábado e todo o resto do fim de semana.
Após um ano sem nos ver, vi um irmão crescido em todos os sentidos, maduro, lindo e mais parceiro que nunca, embora nem soubesse dessa possibilidade. Fiquei maravilhada com tudo!
Foi surpreendente ve-lo chegando, um homem com aquele mesmo sorriso peculiar de menino. Foi excelente compartilhar das novas ideia e participar de seus planos e projetos de vida, do seu presente, do futuro. Uma euforia enorme, não conseguia parar de abraça-lo nem de sentir seu cheiro, estava tudo na mais erfeita ordem e foi muito bom ver que o menino que deixei ha dois anos atras se tornou um homem louvavel. Foi como realizar um sonho!
O final de semana passou e a euforia persistiu em nós. Há tempos não nos reuniamos em familia em torno da mesa e o fizemos quase que ininterruptamente, e foi glorioso.
Depois, com as coisas mais simples do dia a dia, problemas e correrias do cotidiano, nosso cantinho acolhedor, todo mundo no sofá pra ver o noticiario, o almoço de domingo, a noite de orbita bar, o jogo do vozão com seus amigos, o calo do convivio familiar tão bom...
Caminhar pelo Dragão do mar, tomar um café no Santa Clara, ver um filme de Almodolvar e chorar antes de dormir em sinal de agradecimento. Acordar e ver suas costas tatuadas. Tatuagens irmãs. Extasiante.
Ainda que as mudanças fisicas sejam visiveis e inegaveis, parece que nada mudou. Tem-se a ilusão de apenas um final de semana distantes um do outro. Continuo encantada com nosas tardes escutando Dominguinhos, passeando de mãos dadas, ombros colados e sorrisos secretos e quase telepaticos.
Sigo realmente encantada com todo esse velho-novo universo. Há muito tempo eu não sentia esse tipo de felicidade. E agora entemos porque sempre nos vamos e acabamos voltando pro mesmo cep. Buscamos nosso mundo e, certamente, o encontramos, mas precisamos do nosso passado ali perto pra alimentar nossas raizes, porque nenhum chão é mais frutifero pra nós que a nossa casa, junto com nossos pais e amigos.
E por isso, não pude deixar de registrar esses dias tão lindos e agradecer por tudo, pelo carinho, pela eterna sintonia e por toda a saudade que seguirei sentindo. E porque é sempre bom saber que eu receberei e farei ligações de madrugada, sempre cantando a mesma musica...
"Não se adimire se um dia, um beija-flor invadir a porta da sua casa lhe der um beijo e partir, fui eu que mandei um beijo, que é pra matar meu desejo, te mando um monte de beijos, ai que saudade d'ocê... quando eu ia viajar você caía no choro. Eu chorando pela estrada, mas o que eu posso fazer? Trabalhar é minha sina e eu gosto mesmo é d'ocê..."
Te amo tanto e sempre e sem limites que já sinto tantas saudades de nós, juntos.
Mas fecho os olhos e sei que a gente ainda vai se encontrar muito por aí, por aqui, acolá. E passear de mãos dadas em novos e velhos destinos.
See you soon, always!
domingo, 27 de novembro de 2011
Carta a Letícia
E a Letícia nasceu e na época não estava inspirada o suficiente pra expressar corretamente minha alegria com sua chegada. Agora, perto do Natal, ja passados alguns meses e com a cabeça tranquila e no lugar, imgina só se eu deixaria de dar as boas vindas pra minha sobrinha querida, filha de uma amiga com a qual eu tenho tantas e tantas estórias pra contar...
Bem vinda, Letícia. O mundo é bastante legal, desde que saibamos lidar com suas contradições. Tem muita beleza e muita miséria, dias lindos de sol e outros de chuva, pessoas que dizem sim, que dizem não e que não dizem nada.
Desde que saiu da barriga, você escuta votos de saúde e felicidade e, ainda que não reconheça nada além do barulho uterino, saiba que são votos clichês e cheios de sabedoria e amor, porque felicidade e saúde é tudo o que você precisará nessa vida. Em alguns momentos, você terá que se dar uma mãozinha, sendo assim, alimente-se bem, pratique esportes e não fume! Isso já será meio caminho andado, o resto é sorte. E, quanto a felicidade, o jeito é tentar fazer boas escolhas, porque, na verdade, não existe outro rumo, só existe a direção que tomamos e o que poderia ter sido já não conta.
Não posso te ensinar a fazer as tais boas escolhas e, provavelmente, nem a Kaká e nem ninguem possa, mas creio que ser integra e não se deixar levar por vaidades já é um bom começo pra se ter paz de espírito. Acredite na tia, ser feliz não é difícil, basta não ficar obcecada com esse assunto e deixar fluir.
Caso você venha a ter um irmão, não brigue muito com ele, ainda que você não acredite muito nisso quando ele não te emprestar os brinquedos, ele, de fato, será seu melor amigo no futuro.
Não se esqueça de ganhar dinheiro, mas nunca deixe ele te controlar, sem independência não podemos ser donos de nós mesmos, mas nunca perca seu carater e escrúpulos. Nunca deixe se comprar.
Ia esquecendo: use protetor solar e estude inglês, o mometo são as duas coisas mais necessárias.
Estude muito, viaje muito, ame muito. Uma vida sem arte tende a mediocridade, então desfrute de cinema, musicas, fotografia e tudo mais que lhe interesse. E se alguém disser que ler e chato, mande se entender comigo. Tédio só existe para os que não tem inspiração.
Desfrute de tudo que o mundo te oferecer, as vezes com moderação, outras nem tanto, sua mãe te dirá. Despentei-se sempre. Encare estradas, aeroportos, passeatas, praias, monanhas, campeonatos, vestibulares, intercâmbios, gargalhadas, madrugadas e programas de índio e, principalmene, as gagalhadas. Quando a saudade do silêncio uterino bater, busque esse silêncio dentro de você.
Então é isso Lelê, surpreenda-se. Seja corajosa e grata. Nem sempre as coisas sairão como planejamos e, ainda que sejamos bilhões, nascer continua sendo um privilégio, curta e seja ciente de duas coisas: vale a pena viver e Lelê é um apelhido do qual você não vai escapar.
Beijos da tia distante,
Roberta Dutra
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
check in
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
E se eu tivesse 18 anos novamente?
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Lua e estrela
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Um homem precisa viajar
E ela se foi eja me sinto azás saudosa. Foram muito bons os dias juntas. Relembramos os tempos em que moravamos todos sob o mesmo teto, quando as refeições eram feitas em conjunto, todos sentados a mesma mesa e TV era proibido na hora do almoço porque era o momento de desfrutar a família, colocar a conversa em dia e compartilhar aquele sentimento de unidade que sempre nos foi tão peculiar.
Voltei a sentir falta de coisas que outrora me desagradavam. Dos beijos de bom dia as 6h da madrugada que me acordavam desnecessariamente tão cedo. Dos puxões de orelha quando andava preguiçosa. Dos esporros que tomava quando chegava em casa bebada da festa. Dela me pentelhando porque precisava sair menos e juntar grana pra comprar um apto. De todos deitados na minha cama vendo Faustão quando tudo que eu queria era me trancar no quarto, me esticar na minha cama e ler um bom livro sem escutar a voz de ninguém. De todos os domingos que fui a missa obrigada porque um homem precisa ter fé em alguma coisa. E ate da mesma pergunta que ouvia todo dia "como foi seu dia?" quando tudo que eu erroneamente julgava precisar era de um momento de silêncio e reclusão pra organizar as idéias. De onde surgia a falsa ideia de que as outras coisas eram mais urgentes que compartilhar as impressoes sobre os meus dias com ela?
De fato, só se sente saudade do que foi bom mas ninguém pode viver de saudades. Metade do meu chão ficou naquele aeroporto quando a deixei partir sem dizer que eu sempre vou precisar de seus conselhos e atenções, ainda que eu nãos os solicite nem demonstre. Ainda que não tenha chorado, e jamais o faria na frente de quem quer que fosse por pura e ridicula blindagem, metade do meu ar ficou ali e voltei pra casa sufocada por tudo que nunca consigo falar. Nunca um dia de trabalho havia sido tão longo e nunca uma noite demorou tanto a passar. Cheirei os lençois com seu cheiro e chorei até cansar e dormir, quase vendo o dia nascer.
Quando perguntada sobre o porque de sair de casa pra ir moprar sozinha e tão distante e contabilizar incontaveis perrengues apenas consegui responder que liberdade eh pouco pra mim, preciso dominar o mundo e caminho sempre em frente ainda que não saiba onde vou. Tudo errado! Na verdade deveria ter dito que não é desapego ou falta de amor. Nunca o foi. Preciso apenas viajar com meus próprios olhos e pés pra descobrir o que é meu de fato e de mérito. E vou em frente por ser um jeito absurdamente simplista de fugir dos meus pavores e buscar o que ainda não sei, mas sinto.
Quiça retrocederia se tivesse a plena convicção de que lá seria melhor, mas não a tenho. Os bons momentos sempre seguirão comigo, as lembranças, os cheiros, os sorrisos, os sons. Todos esses grandes momentos feitos de amor e carinho são para m im recordações eternas. Ainda assim, preciso viver minhas alegrias tão intensas, minhas tristesas absolutas e esvaziar-me um pouco de meus excessos e urgencias infindas porque metades nunca foram meu forte.
Hoje entendo e enxergo claramente, ainda que a custa de muita saudade, os ensinamentos do meu Pai, quando do jeito dele, dizia e demonstava que um homem precisa romper barreiras e viajar para lugares que não conhece pra quebrar a arrogancia que nos faz ver o mundo como imaginamos e não simplesmente do jeito que é ou pode ser.
Como diria Saramago: Familia, que bom se fossem eternos, mas não são. Eles são do mundo. Pena que meu coração é deles. Suponho que não seja uma questão de entender metricamente, mas uma questão de apenas sentir. Preciso continuar conhecendo o frio para desfrutar completamente o calor e preciso ainda sentir a distância e o desabrigo e a falta do calor da minha fámilia para estar finalmente plena sob meu próprio teto.
Não Mainha, nunca foi desamor ou falta de apego, é apenas parte de uma jornada pra tentar entender as minhas urgências, plantar minhas próprias arvores e pra que eu possa dar pra voces, minha familia tão amada, o que ha de melhor em mim e ainda não consigo expressar.
Acho que era isso que queria ter dito ao inves de apenas um tchau.








