organizando os ingredientes

Este blog é escrito por Roberta Dutra. Nasci em Belém do Pará e passei maior parte da vida no Ceará, me mudei algumas vezes, viajei pelo mundo outras tantas e atualmente moro em Santa Catarina. Cresci em família grande, com muitos primos, primas, tios, tias e mais uns tantos agregados das mais variadas espécies. Tive uma infância plena e feliz e hoje, embora seguindo feliz, sofro muito de saudade. Registro aqui algumas impressões peculiares sobre a vida e seus desdobramentos, sobre o cotidiano e alguns tantos textos escritos para algumas pessoas em particular que exerceram e ainda exercem grande influência na minha vida, além de fazerem parte das minhas melhores lembranças, é claro! Não tenho grandes pretenções literárias, gramaticais nem sequer ortográficas, mas escrevo com muito amor, que é o que todo mundo precisa. Resumindo, mantenho o blog como meio de comunicação entre amigos e famíla distante e possíveis interessados. Entre e fique a vontade...

be my guest!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Amizade sincera


pro meu Xuxu...
Não é que fôssemos amigos de longa data. Conhecemo-nos apenas na época da faculdade. Desde esse momento estávamos juntos a qualquer hora, mesmo que apenas em pensamento. Há tanto tempo precisávamos de um amigo que nada havia que não confiássemos um ao outro. Um amigo que não haveria de nos julgar e nem tão pouco seria complacente com nossas faltas de virtudes. Chegamos a um ponto de amizade que não podíamos mais guardar um pensamento: um telefonava logo ao outro, marcando encontro imediato. Depois da conversa, sentíamo-nos tão contentes como se nos tivéssemos presenteado a nós mesmos. Esse estado de comunicação contínua chegou a tal exaltação que, no dia em que nada tínhamos a nos confiar, procurávamos com alguma aflição um assunto. Só que o assunto havia de ser grave, pois em qualquer um não caberia a veemência de uma sinceridade pela primeira vez experimentada.

Já nesse tempo apareceram os primeiros sinais de perturbação entre nós. Às vezes um telefonava, encontrávamo-nos, e nada tínhamos a nos dizer. Podia ser um cinema, um almoço, uma corrida na beira-mar, tomar um suco ou uma água de côco, ou apenas passar horas a fio lendo vários livros numa livraria qualquer e nos encontrando em tantos personagens. Éramos muito jovens e não sabíamos ficar calados. De início, quando começou a faltar assunto, tentamos comentar as pessoas. Mas bem sabíamos que já estávamos adulterando o núcleo da amizade. Tentar falar sobre nossos mútuos romances também estava fora de cogitação, ninguém queria falar de seus amores e aventuras nesse núcleo, poderia soar ultrajante, tal era o nosso ciúme mútuo. Experimentávamos ficar calados — mas tornávamo-nos inquietos logo depois de nos separarmos.

Minha solidão, na volta de tais encontros, era grande e árida. Cheguei a ler livros apenas para poder falar deles. Cheguei até a ler todos aqueles livros de auto-ajuda que me eram indicados por você, tão insuportáveis para a minha mente auto-suficiente quanto aquelas aulas de trigonometria. Mas uma amizade sincera queria a sinceridade mais pura. À procura desta, eu começava a me sentir vazio. Nossos encontros eram cada vez mais decepcionantes. Minha sincera pobreza revelava-se aos poucos. Também ele, eu sabia, chegara ao impasse de si mesmo.

Foi quando, tendo sido transferida a trabalho vim morar em Santa Catarina, e eles seguiram morando em Fortaleza e sendo assim, passamos longos dias sem nos ver. Que rebuliço de alma. Radiante, pensava em como seria quando viessem me visitar e fazia planos e mais planos. Arrumava nossos livros e discos, preparava um ambiente perfeito para a amizade. Depois de tudo pronto — eis-me dentro de casa, de braços abanando, muda, cheia apenas de amizade.

Começamos nos ligando sempre, falavamos muito mas todos os problemas já tinham sido tocados, todas as possibilidades estudadas. Tínhamos apenas essa coisa que havíamos procurado sedentos até então e enfim encontrado: uma amizade sincera. Com o tempo as chamadas diminuiram, mas em tempo algum deixei de senti-los presente. Como que por telepatia, meu telefone sempre tocou nos momentos em que mais precisava falar com alguém e sempre com aquela voz meiga e cheia de alegria e paz me dizendo: “Bom dia, Xuxu! Amooor... saudade de tu!” e por ai iamos horas a fio, sem perceber que o movimento da rua diminnuira ou que o sol se punha lentamente.
Mas como se nos revelava sintética a amizade. Como se quiséssemos espalhar em longo discurso um truísmo que uma palavra esgotaria. Nossa amizade era tão insolúvel como a soma de dois números: inútil querer desenvolver para mais de um momento a certeza de que dois e três são cinco.

Tentamos organizar algumas farra, mas não só a distância nos impediu como os raros momentos livres que tinha nas minhas idas e vindas a Fortaleza não eram suficientes o bastante e não adiantou.

Se ao menos pudéssemos prestar favores um ao outro. Mas nem havia oportunidade, nem acreditávamos em provas de uma amizade que delas não precisava. O mais que podíamos fazer era o que fazíamos: saber que éramos amigos. O que não bastava para encher os dias, sobretudo os longos meses de distância.

Data dessas viagens o começo da verdadeira aflição.

Desde um acidente de carro inesperado, a angústica de não ter alguém do lado pra conduzir-me a um hospital, a angústia ainda maoir de não poder e nem quer contar a ninguém para que não houvesse nenhum tipo de preocupação comigo. Afinal de contas eu escolhera a distância, a escolha do ostracismo fora totalmente minha e meu orgulho não me permitiria voltar atrás. Além disso, não seria justo clamar por ajuda sempre que houvesse um imprevisto. E foram dias assim, sem muito movimento para não terminar de quebrar as costelas, muita sonolência devido a remédios pra dor, casa acumulando sujeira e lágrimas de uma solidão profunda.

Mesmo assim, sem saber como e nem porque, meu celular tocou e ao fundo, aquela velha voz de sempre que tinha o dom de apaziguar todas as minhas inseguranças e angústias. Aquela e sempre aquela voz que me devolvia a paz, tamanho o otimismo cotidiano que mal nenhum deixava abater.

E foi assim por toda a minha recuperação. Foi apenas essa a voz que eu ouvi todos os dias, perguntando como eu estava, sondando e torcendo pela minha melhora, ligando na hora em que eu deveria tomar os remédios pra ter certeza de que eu não ia esquecer de fazê-lo. Me cobrando acompanhamento médico e se colocando a disposição para qualquer coisa. Embora não pudesse tê-lo ao meu lado, sua atenção me confortava. Esperei essa atenção de outras pessoas mais próximas que teoricamente deveriam estar ao meu lado. Devaneio! Amizades sinceras não vêm aos quilos.

É verdade que houve uma pausa no curso das coisas, uma trégua que nos deu mais esperanças do que em realidade caberia. Foi quando eu tive uma questão com a saúde do meu pai. Não é que fosse tão grave, mas nós a tornamos para melhor usá-la. Porque então já tínhamos caído na facilidade de prestar favores. Andou entusiasmado pelos consultórios médicos de conhecidos de família, arranjando consultas e exames para meu pai. E quando começou a fase de tentar adiantar as datas, correu por toda a cidade — posso dizer em consciência que não houve consulta que fosse marcada nem exame que fosse feito sem que fosse através de sua mão.

Nessa época falavamo-nos de noite, exaustos e animados: contávamos as façanhas do dia, planejávamos os ataques seguintes. Não aprofundávamos muito o que estava sucedendo, bastava que tudo isso tivesse o cunho da amizade. Pensei compreender por que os noivos se presenteiam, por que o marido faz questão de dar conforto à esposa, e esta prepara-lhe afanada o alimento, por que a mãe exagera nos cuidados ao filho.

Encerrada a questão com os médicos e clínicas — seja dito de passagem, com vitória nossa — continuamos um ao lado do outro, sem encontrar aquela palavra que cederia a alma. Cederia a alma? Mas afinal de contas quem queria ceder a alma? Ora essa.

Afinal o que queríamos? Nada. Estávamos fatigados, desiludidos.

Sabiamos que a vida seguiria seu curso e que mesmo assim, nos lembrariamos um do outro nos versos de Clarisse, nas poesias de Vinicius e nos mais estonteantes pôr-do-sol. Sabíamos que independente do quão distantes estivessemos, sempre teriamos um tempinho de sentar na areia, olhar pro mar e ouvir as ondas tendo a certeza de que nunca nos esqueceriamos.

A pretexto de viagens a trabalho, separamo-nos. Um aperto de mão comovido foi o nosso adeus naquele domingo. Sabíamos que não nos veríamos mais, senão por acaso e com pouca frequência. E sabíamos também que éramos amigos. Amigos sinceros. E que seria pra sempre assim: sem cobranças nem medições, apenas amigos sinceros.


quinta-feira, 6 de maio de 2010

Ahhh... o amor!!!

texto de Arnaldo Jabor

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.
O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.
Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.
Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.
Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.
Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem noódio vocês combinam. Então?
Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.
Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem amenor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.
Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você amaeste cara?
Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.
É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucurapor computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.
Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?
Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.
Não funciona assim.
Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.
Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!
Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

O Chico e a Lua Cheia

Hoje é noite de lua cheia!!!

"Ninguém vai chegar do mar
Nem vai me levar daqui
Nem vai calar minha viola que desconsola,
Chora notas pra ninguém ouvir
Minha voz ficou na espreita, na espera,
Quisera abrir meu peito, cantar feliz
Preparei para você uma lua cheia
E você não veio, e você não quis
Meu violão ficou tão triste, pudera,
Quem dera abrir janelas, fazer serão
Mas você me navegou mares tão diversos
E eu fiquei sem versos, e eu fiquei em vão..."

Ai Chico... (suspiros)

(Chico Buarque)

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Monotonia...


Já faz tempo e a tua ausência agora é como um sonho que a gente não lembra direito quando acorda.
Cada dia é uma nova descoberta e sinto falta de compartilhar os sentires.
Muita coisa nova, a vida em movimento, a arte acontecendo...
As vezes me sinto como que em câmera lenta e tudo em 'fast foward' girando ao meu redor como num filme em dois tempos.
E imagino que você se sente assim também,o tempo é coisa estranha...
Acho que o meu tempo é outro!
Hoje a minha loucura tá encaixotada, adormecida.
E eu não te vejo mais nos meus pensamentos, mas tem horas em que tua voz ainda ecoa na minha cabeça.
Está tudo bem, eu sigo caminhando e sorrindo, meus pincéis e minhas tintas sempre ali, fiéis.
Olho além do horizonte e tanta coisa se apresenta.De repente quero você aqui, e minhas lembranças me abraçam, como se estivessem se despedindo e me mostrando a estrada a frente, limpa, clara e cheia de possibilidades.
Com tudo e por tudo é preciso continuar.
Eu agradeço e te desejo amor.
"texto de Isadolratn Kolpstatn extraido do blog bioluminescencias"
(talvez eu nao conseguisse retratar tao bem o que sinto hoje caso tivesse escrito a proprio punho... suspiros)

terça-feira, 13 de abril de 2010

DESCONSTRUINDO...



Sabe aquela sensacao de ver um quebra cabecas todo montado ser desfeito, ver as pecas caindo aos poucos e a imagem que estava formada ali se desfazendo, se perdendo, ate que nao reste mais nada alem de pecas jogadas e embaralhadas nem nenhum sentido...


Posso dar outro exemplo, sabe quando voce esta dentro do carro, num dia de chuva, o vidro bem embassado e voce ve uma pessoa do lado de fora e vai se distanciando... aquela imagem daquela pessoa vai se desfalecendo e ficando cada vez menos nitida ate que voce nao consegue ver mais ninguem...


Pois entao, jah lhe ocorreu que algumas pessoas surgem em nossas vidas e por diversas razoes a presenca delas, ou talvez a forma como as vemos, vai se alterando, se alterando e no final das contas vivemos essa mesma sensacao, como se aquela pessoa simplesmente deixasse de existir, como se fossemos capazes de olhar aquela pessoa que em algum momento teve algum ou um grande significado e de repente olhar essa mesma pessoa e simplesmente deixa de fazer sentido... Eh como se a pessoa morresse sem ter morrido. Como se voce olhasse e pensasse: gente, eu nao conheco, nao sei quem eh... essa nao eh a pessoa que eu conheci!


O mais dificil eh parar pra analisar a questao e pensar que aquele alguem que pensavamos que existia talvez fosse, desde sempre, uma criacao da nossa mente, influenciada pelo sentimento. Que na verdade nos nos enganamos literalmente, querendo ver algo que nao havia e depois, querendo justificar aquilo, como se a outra pessoa tivesse enlouquecido, nascido de novo ou mudado de personalidade. E na maioria das vezes somos nos que cometemos o erro, somos nos que vemos demais ou escolhemos ver de menos e depois percebemos que nao podemos arcar com as consequencias dessa crenca, tao criadas pelas nossas mentes sem recorrer no momento correto ao logico e visivel jah que as pessoas nos mostram desde sempre o que sao, e somos nos que insistimos em nao enxergar e ficamos fantasiando.


Viver esse tipo de experiencia eh triste poque acabamos generalizamdo uma conclusao que nem sempre vale para todos. Sem perceber, ficamos decrente dos elogios, dos carinhos e dos planos ao mesmo tempo que nos sentimos trouxas com o pensamento de que: sera que sempre foi assim e soh agora eu percebi... Eh complicado analisar as pessoas que nos rodeiam, aos poucos vou entendendo a sutileza dos atos e comportamentos e vou me resguardando um pouco mais e sem julgar ninguem.


Algumas pessoas ja passaram pela minha historia e deixaram essa sensacao. Lembrar das conversas, reler cartas e emails, repassar as memorias nao faz mais sentido algum... se foi! O que eh muito triste jah que considero boas lembrancas como momentos de felicidade que podemos repetir no futuro. Para algumas poucas a decisao de '' remove-las'' da minha vida foi uma escolha meio espontanea, simplesmente deixou de fazer sentido, aquela imagem de esvaneceu, como um quebra-cabecas desmontado ou aquela imagem do carro num dia de chuva. E dai a pouco era olhar e pensar: nunca vi essa pessoa antes, pelo menos nao desse jeito, nao com esse pensamento, nao com essa clareza, com esse sentimento... e assim se foi! e nem as lembrancas valem mais a pena...
Isso se repete com lugares, cheiros, aromas, com tudo, e esta acontecendo comigo agora!
A Fortaleza eu soh tenho que agradecer pelos bons momentos, pelos bons amigos, pelos varios sorrisos, tardes de sol e de chuva, pelas lagrimas saudosas e por todos os amores que eu tive aqui. Foi muito bom, mas se desconstruiu! A saudade virou uma lembranca distante, a vontade de voltar cada vez mais escassa e a vontade de ficar tambem se foi. Se foi com algumas lembrancas que eu criei e que nao fazem mais sentido. Fica apenas a saudade da minha familia, que tenho esperancas de levar pra perto de mim um dia, de algumas poucas amigas e amigos que me surpreenderam quando eu menos esperava. Pra Xuxu, Kaka, Nath, Carlinha, Big, Lula, JJ e Rodrigo que ainda ficam por aqui, deixo meu imenso desejo de que me visitem sempre e tanto! Para os demais que jah ganharam o mundo, espero que todos tenham aberto suas asas num voo deslumbrante e desjo encontra-los por ai!


Como nao temos como saber quem vamos encontrar pelo caminho, que tipo de pessoas vao aparecer, soh da pra viver as historias e apostar na sorte, e com o tempo, aprender a agir com mais cautela. Com experiencia, recontar nossa historia sabendo que eh possivel acreditar no outro e que tambem eh permitido nao acreditar 100% e dessa forma correr menos riscos, porque a pessoa que estava agora pouco do seu lado pode ter virado um desconhecido, e que ate pra isso, precisamos estar preparados...
Espero que a nova vida me traga felicidades porque estou de bracos abertos para recebe-la! As novas amigas e amigos, que venham as novas surpresas e historias e que me seja permitido nao descontrui-las...

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

gestalt

Pensamento do dia:

"Liberdade na vida é ter um amor pra se prender".
(supiros, corações, corações, corações...)
Fabricio Carpinejar

humpf... acho que estou romântica-saudosa-temperamental-onomatopéica...
pgóóóó. beep. pgóóóóóóóóóóó
pra quem não sabe isso é galenhes e significa: eu te amo!
Maricota entenderia...
certamente entenderia todas as minhas onomatopéias, as minhas, as das galinhas, dos sapos e de tudo...
estou reticente-suspirante. talvez não esteja/ seja mais tão exclamativa.
(essa foi uma definição do Rodrigo!!! eu: o q eu sou? rod: muitas esclamações juntas na mesma linha... todas as exclamações do mundo numa linha só!!! )

sai exclamações, entra reticencias e eteceteras... isso é bom?
hum... =/ sei que é diferente! bem diferente!
é bem legal estar em um lugar diferente, conhecer gente nova...
mas sempre bate a saudade de quem ficou longe...
ai eu ligo no meio da noite e me declaro:
PGÓÓÓÓÓÓÓ. BEEP. PGÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓ...

siiim, mando msg, telefono e ainda tenho crises de choro quando não me atendem...
ok! crises de choro são demais, mas sempre rola uma angustiazinha...
Será que as pessoas estão me esquecendo?
Da vontade de jogar na loteria, ganhar na mega-sena e gastar tudo em passagens da azul...
Fortaleza x Navegantes e vice-versa, etecetera e tal...

Acho que preciso mesmo é de um sanduiche de 'prisunto' e zas e zas...
Ainda bem que o carnaval ta chegando e a saudade... (suspiros de-novo-novamente-outra-vez)
"Saudade, por favor vá embora, minha alma implora..."

e eu me despeço onomatopeiando...
PGÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓ. BEEP. PGÓÓÓÓOÓÓÓÓÓ!
... fui comer meu sanduiche de 'prisunto'...
até domingo!!!

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Maybe



Alguns dias se passaram desde o ultimo post, na verdade foram varios, acho ate que foram mais do que deveriam...





Tudo mudou! Aquele texto jah esta invalido, ou pelo menos parte dele. Nao o sentimento, eh claro, mas o peso do texto tomou leveza... sinto-me realmente mais leve, quase flutuando...





Fui pra Jeri novamente! Dessa vez fui de coracao aberto, sem esperar muita coisa e sem grandes expectativas. Na verdade estava fugindo de muitos de meus problemas e como toda adaptacao, o primeiro dia raiou ainda com o ranso de Fortaleza, procurando explicacoes pro que nao tinha, cultivando sentimentos de outrora e ainda com o coracao apertado, sofrendo com a falta, com a ausencia e com o vazio...





Passada essa adaptacao, comecei a ver Jeri de outro jeito, de outra forma... observei o ritimo dos nativos e sua malemolencia, senti os cantos e o tom, senti aquela paz que soh quem conhece Jeri sabe do que eu to falando. Vi o por-do-sol de varios angulos... de cima do morro, de baixo do morro, dentro da agua, deitada na areia... e me emocionei de formas diferentes cada vez q eu vi o mar engolir o sol e a lua cheia despontar no horizonte. Por um segundo, quase consegui tocar na magia suspensa nos ares de Jeri, aquela vibracao positiva, aquele mar perfeito, aquela visao lah longe das velas do wind, das pipas do kite, aquele house tocando no bar da praia...





Acho que o mais importante da vida eh a mudanca, eh poder ver as mesmas coisas jah vistas de um jeito diferente. Nao precisa ser melhor nem pior, basta que seja diferente. Eh sempre muito bom conhecer novas pessoas, novos sabores, novos cheiros... isso tudo sempre desperta novos sentimentos.





Me sinto apaixonada! Apaixonada por Jeri, pela experiencia que aquele pedaco-de-paraiso me proporcionou, pelo momento que eu desfrutei com as melhores companhias que eu poderia ter, pelas pessoas que eu conheci e jah se foram, pelas pessoas que vao ficar, pelos sentimentos que vao e pelos que ficam, pelas despedidas, pelos olhares magicos, pela delicadeza-de-lord, pela leveza daquele beija-flor, pela vontade de ficar abracada, pela ansia de seguir sorrindo e pela necessidade de saber e sentir que existem sempre muitas portas e muitos caminhos. Muitos deles sao curtos e outros nao, muitos deles eu nunca seguirei (o que eh uma pena!), muitos deles me farao sentir perdida (mas isso acontece!) mas sempre pensando que algum deles deve servir pra mim... por que o que eu quero mesmo eh ser livre, apenas livre pra mudar. E que essa mudanca me seja sempre permitida! Que eu desaprenda o significado de limite para que eu possa viver bem mais do que me eh permitido!





Jeri, de fato, me fez muito bem! Me proporcionou um raro momento de relexao, onde pude colocar meus pensamentos em ordem pra tentar enxergar as coisas de maneira mais clara e mais leve.





Jeri me fez entender que vale a pena mudar, mas que eh melhor comecar de vagar, porque a direcao eh mais importante que o caminho! Experimentei, troquei, mudei de novo. Como diria Clarisse (a Lispector!): Vi que o importante eh a mudanca, o movimento, o dinamismo, a energia...





Sentei do outro lado da mesa, troquei de cadeira e depois troquei de mesa. Abri a porta com a mao esquerda, andei pelo outro lado da rua, calmamente, descalca... observei coisas novas, novos sons, novas sensacoes. Passeei impunemente pela praia, ouvi o barulho das condas e sua sinuosa leveza, vi o mundo de outra perspectiva e aproveitei pra dormir do outro lado da cama. Durmi mais tarde, acordei mais cedo, comi comidinhas diferentes...

"Maybe I will never be

All the things that I want to be

But now is not the time to cry

Now's the time to find out why"

Tentei e descobri o novo! O novo lado, o novo metodo, o novo sabor... e descobri que o habido nao necessariamente tem que ser um estilo de vida. Acho ate que consegui me desprender dos meus velhos sapatos... descobri que andar descalca eh muito melhor! Entendi que se eu nao conseguir enxergar razoes para ser livre, devo inventa-las!





Afinal de contas, if only time could slow down maybe i could come up!





Talvez o importante nao seja saber como a grama do jardim cresce... porque eu apenas quero voar! Talvez eu soh queira voar, viver e nao morrer jamais. Talvez eu soh queira respirar e sentir que eh sempre bom ter amigos do lado!





Hoje, uma semana depois de Jeri, estava dirigindo e tocou uma musica que eu adoro e que ha tempos nao ouvia... acho q essa musica descreve o que eu vinha sentindo. Cada vez mais estou excluindo o "talvez" impensado da minha vida. Jeri valeu pela retrospectiva! Valeu muito! Valeu demais! E continua valendo.





Jeri me resgatou e me salvou de mim mesma, da minha pressa e da minha intensidade em demasia. Me trouxe um pouco de paz, de calma, de paciencia, e me fez descobrir que eh sempre bom saber o que se quer e o que se procura porque a ideia do talvez as vezes atrapalha...





E pra terminar (caso contrario sigo escrevendo mais outras tantas paginas...) segue a musica que embalou meu dia e acalentou meu bom humor!





Valeu Jeri (de todas as cores e sabores)! Tchau e ate a proxima, quem sabe...





E viva o novo!!! CARPE DIEM!!!



Give Me One Reason
Tracy Chapman


Give me one reason to stay here and I'll turn right back around


Give me one reason to stay here and I'll turn right back around


Because I don' want to leave you lonely


But you got to make me change my mind



Baby I got your number and I know that you got mine


But you know that I called you


I called too many times


You can call me baby


You can call me anytime


But you got to call me...



I don't want no one to squeeze me, They might take away my life


I don't want no one to squeeze me, They might take away my life


I just want someone to hold me and rock me through the night...



This youthful heart can love you and give you what you need


This youthful heart can love you and give you what you need


But I'm too old to go chasing you around wasting my precious energy!!!



Give me one reason to stay here and I'll turn right back around


Give me one reason to stay here and I'll turn right back around


Because I don't want to leave you lonelyBut you got to make me change my mind
Baby just give me one reason


Give me just one reason why


Baby just give me one reason


Give me just one reason why I should stay


Because I told you that I loved you and there ain't no more to say...

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Chuta que eh macumba...


Acordei achando que precisava de reza, de uma reza braba... alias, de muitas rezas brabas... de oferendas a Iemanja, a Ogum, a Oxossi e a todos os orixas juntos ou quem quer que possa ajudar...

Na duvida, minha mae mandou o padre rezar uma missa em meu nome e pegou dois litros de agua benta na igreja pra jogar no meu quarto todas as manhas. E eu pra me ajudar tambem, resolvi entrar no mar de costas e ao inves de pular 7 ondas, pulei 21... pra ficar com credito.

Essa definitivamente foi a pior semana do ano. Um roubo a mao armada, vidro de carro quebrado, nao mais documentos, sem mais cartoes de credito ou dinheiro... ate a maquilagem eles levaram. Me sinto nua. Tenho q andar com um BO e a carteira de trabalho – unico documento com foto que me restou... sacar dinheiro? Soh se for na minha propria agencia que tem a maios fila de Fortaleza... =/

Em meio ao caos de providenciar outros documentos e cartoes e isso e aquilo e tudo o mais, e como se nao bastasse: eu acordei ex! (se eh que eu posso me autodenominar assim).

Acabamos na manha de segunda, dia mais triste e melancolico e sem inspiracao pra se resolver alguma coisa (e se eh que tinhamos alguma coisa...). Na mesma manhã, o computador pergunta se desejo trocar a senha com seu nome. Faltam 3 dias para expirar. Cheira implicância. Daqui a tres dias, é feriado. Não estará presente, pelo jeito. Será um feriado sem surpresas. Sem dividir os lencois. Sem os abracos, sem os sorrisos e sem os “mt mt”. Sem aquela vontade de atravessar a idade de mãos dadas (acho que estou esticando a baladeira, perdoem-me, estou sentimental).

A causa de tudo eh que a falta de consideracao e preocupacao e cuidado com o sentimento alheio já não é um problema, e esse é um problema. Tudo é normal, ou nos normalizamos rapidamente com qualquer coisa, a tal ponto que não existe anormalidade.

Depois do sexo livre, da amizade colorida e do mergulho na lama, a monogamia virou um preconceito. A moral agora é não sofrer com a moral, o que parece um paradoxo. Temos que nos aceitar como não somos.


Tenho que controlar o coitadismo. Não há vítima na briga (ou discussao ou o que quer que seja) há dois agressores. Sou um deles. As pedras no bolso são versáteis, servem tanto para o suicídio como para o homicídio.


Nenhum dos dois quis mudar. Mudar era visto como piorar, infelizmente. Nos gostamos o suficiente para morrer, não o suficiente para nascer de novo.


Não vou telefonar, não vou mandar torpedo, apesar da vontade imensa de reatar. O orgulho assumiu meu quarto. Conversa com ele agora. Com essa governanta das minhas desvalias, do meu guarda-roupa e sapatos. Estou de castigo, protegido, ausente, impedido de responder por mim. Se fosse responder, avisaria que ainda gosto de você, que o desejo de volta. Infelizmente sou capacho de minha angústia. Piso em minhas palavras para limpar os pés da chuva.


O desamor é treino. Não existe desamor. Existe ensaio, simulação da indiferença, controle absurdo do cumprimento. Não que não sinta nada por você, sinto absolutamente tudo mais do que nunca e não consigo comunicar. Os cotovelos latejam, a cabeça bóia, as pernas mergulham numa fraqueza de maratona.


É esquisito ser sua ex. O corpo não aceita participar da greve de fome. No dia seguinte, sou sua ex. Acordei ex. Pronto. Na noite anterior, era uma pessoa importante. Agora virei uma estranha, um engano. É excessivamente cruel. Largar uma história em comum sem nenhuma desintoxicação, tratamento, cuidado. Sem nenhuma ante-sala para chorar, berrar, espernear, expiar a febre. É muito mais grave do que um vício.


Quando ardia alguma angústia, dizia que logo passava.


Não passará logo. Fingirei. Fingirei que me darei melhor sozinho. É uma estrondosa mentira que também acreditará porque não tem escolha. Sou uma mesa para dois, serei sempre uma mesa para dois. Levarei minhas malas para ocupar a cadeira ao lado. Enfrentarei os questionamentos: "onde você anda?": nos lugares em que frequentávamos juntos. Explicarei que brigamos, escutarei dos amigos que é normal e que logo faremos as pazes, comentarei que é definitivo por educação e para não sofrer mais.


O ex mente, integralmente mente, complicado porque eu aprendi a gostar da verdade. Não temos um bom motivo para se procurar novamente. Não projetamos pretextos para a reconciliação, como esquecemos disso?


Resisto a trocar a senha, aceito as migalhas da casualidade, não estou pronta, ninguém está pronto para se separar. O computador é mais caridoso do que a gente. Coloca prazos. O prazo é uma esperança disfarçada de adiamento. Como dói o que não começou a doer.


Não preciso de férias, preciso de outra vida. E como nao eh possivel, me contento com um feriado distante de todos. De todos os rostos, vozes, dos mesmos lugares, do teu cheiro e de tudo. Queria mesmo era ir pro Tibet!

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Pare o mundo que eu quero descer!!!


Quisera ser imune a tudo de ruim que acontece ao meu redor.
Quisera ter o corpo fechado com as armas de Jorge.
Quisera realmente poder proteger todos que eu amo das injusticas como se fosse o escudo de Jorge, sem desejar o mal aos injustos, desejando apenas discernimento pra que um dia essas pessoas enxergem a luz e o valor alheio.
Quisera ter paciência suficiente para encarar os desafios mais complicados e não desesperar quando ver que é difícil resolvê-los.
Quisera que as coisas boas ficassem... na vida, na memória, no coração... que ficassem onde quer que estejam, mas de alguma forma, ficassem perto de mim.
Quisera que as inseguranças existissem, mas que passasem logo e que quando as novas viessem, as antigas já fizessem parte do passado.
Quisera sentir que sou util a todos ou a muitos e quisera principalmente fazer com que os outros sentissem o quao util e importante sao para mim.
Quisera tambem que Jorge me protegesse com suas armas de fogo, seus escudos e tudo mais.
Quisera dormir e acordar sorrindo, esquecer esse dia agradecendo por mais um dia que passou e esperando que amanha seja melhor.
E quisera, por fim, poder devolver o sorriso a um rosto em desalento.

Enfim...

"Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio. (...)
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso
Mas a outra metade é um vulcão."

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Ma petite princesse (Maricota)

"O trigo para mim não vale nada. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos dourados. Então será maravilhoso quando tiveres me cativado. O trigo que é dourado, fará com que eu me lembre de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo..."

E ela se vai... e eu jah me sinto assaz saudosa!

Foram tantos os momentos por tras daqueles "muros sombrios do ministerio", tanta pressao, tanta coisa louca. Tb lembro como se fosse hj, eu de batinha com flores azuis te consolando pelos desmandos da Graca e vc dom um lencinho vermelho de bolinhas brancas amarrado no pescoco... A gente vive cada coisa e as vezes nao entende o porque. Se nao fossem os "muros sombrios" nao teriamos nos conhecidos e hj nao teriamos essa amizade tao linda.

Se nao fossem os "muros sombrios" que tantas vezes te fez chorar, eu nao teria tido a oportunidade de conhecer minha "amiga estrela ascendente linda e cheia de vida"!

Hoje eu rio quando lembro que um dia tentei transformar em burocrata essa bela artista que sempre foi o passarinho mais belo e cantante do meu jardim! Nesse momento soh consigo me lembar de um poema do Olavo (o Bilac!)...

O Pássaro Cativo

"Armas, num galho de árvore, o alçapão;
E, em breve, uma avezinha descuidada,
Batendo as asas cai na escravidão.
Dás-lhe então, por esplêndida morada,
A gaiola dourada;
Dás-lhe alpiste, e água fresca, e ovos, e tudo:
Porque é que, tendo tudo, há de ficar
O passarinho mudo, Arrepiado e triste, sem cantar?
É que, crença, os pássaros não falam.
Só gorjeando a sua dor exalam,
Sem que os homens os possam entender;
Se os pássaros falassem,
Talvez os teus ouvidos escutassem
Este cativo pássaro dizer:

'Não quero o teu alpiste!
Gosto mais do alimento que procuro
Na mata livre em que a voar me viste;
Tenho água fresca num recanto escuro
Da selva em que nasci;
Da mata entre os verdores,
Tenho frutos e flores,
Sem precisar de ti!
Não quero a tua esplêndida gaiola!
Pois nenhuma riqueza me consola
De haver perdido aquilo que perdi ...
Prefiro o ninho humilde, construído
De folhas secas, plácido, e escondido
Entre os galhos das árvores amigas ...
Solta-me ao vento e ao sol!
Com que direito à escravidão me obrigas?
Quero saudar as pompas do arrebol!
Quero, ao cair da tarde,
Entoar minhas tristíssimas cantigas!
Por que me prendes?
Solta-me covarde!
Deus me deu por gaiola a imensidade:
Não me roubes a minha liberdade ...
Quero voar! voar! ...'

Estas cousas o pássaro diria,
Se pudesse falar.
E a tua alma, criança, tremeria,
Vendo tanta aflição:
E a tua mão tremendo, lhe abriria
A porta da prisão... "

Agora, esse passarinho se vai e no lugar do seu canto deixara muitas saudades. Mas quem pode aprisionar um passarinho? Passarinhos nasceram para voar e encantar todos os cantos com seu canto. Passarinhos, como tu, nasceram para enfeitar, embelezar e colorir... nasceram para trazer alegria e luz pra vida de muitos!

Tambem emano daqui toda a luz para que teu caminho seja cheio de alegrias.

Boa viagem, que Deus, Jah, Buda e todos eles te protejam e até a volta!
Porque quando resolveres voltar eu estarei aqui...
"If there's anything that you want,
If there's anything I can do,
Just call on me and
I'll send it along
With love from me to you."
(the beatles)
Muitos beijos e todo o meu amor... e mais!